Mounira al-Solh, artista libanesa com raízes sírias, apresentou a sua exposição ‘Y’a Hamam Yalla Ma Tnam, Ma Tnam’ na Fundação de Serralves. A mostra aborda as memórias da guerra civil libanesa, utilizando pijamas esburacados e canções de embalar para explorar o impacto emocional da violência. A artista recorda momentos da infância em que o pijama se tornava um símbolo de conforto em tempos de bombardeamentos.
Al-Solh enfatiza a importância da comunidade em tempos difíceis, refletindo sobre como as relações sociais se intensificam durante crises. Ela rejeita a ideia da mulher como vítima, apresentando-a como uma figura forte que controla a sua própria narrativa. A sua arte, inspirada na mitologia, procura dar voz e agência às mulheres, enquanto confronta as realidades difíceis do presente.