O protesto surge na sequência da greve dos guardas prisionais, que começou em dezembro e foi prolongada até março. O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional afirma que a paralisação visa garantir melhores condições de segurança, já que os trabalhadores enfrentam agressões. A APAR denuncia que esta situação afeta a dignidade dos reclusos, que não conseguem mudar de roupa de cama nem de vestuário devido ao encerramento da lavandaria.
A situação é alarmante, com reclusos sem acesso a roupa limpa há mais de 70 dias, e a Inspeção-Geral dos Serviços de Justiça investiga alegações de abuso de poder na prisão do Linhó. A greve dos guardas prisionais, embora legítima, deve ser gerida de forma a não comprometer os direitos básicos dos reclusos. Um diálogo construtivo entre as partes é essencial para resolver esta crise.