Jorge Miranda, um dos autores da Constituição de 1976, alerta que, apesar dos avanços, Portugal ainda enfrenta muitas desigualdades. Ele destaca que a administração pública e a justiça não satisfazem as necessidades coletivas, referindo que a dignidade humana, consagrada na Constituição, muitas vezes não é respeitada. Miranda critica a atual qualidade dos políticos e lamenta os ataques de certos partidos durante os debates parlamentares, que considera preocupantes para a democracia.
Miranda defende que a Constituição, embora tenha melhorado ao longo dos anos, não é a solução para todos os problemas do país. Ele enfatiza que questões como a justiça e a saúde requerem atenção urgente, mais do que uma revisão constitucional. Para ele, a dignidade humana deve ser o foco na organização do sistema político e jurídico.