Eleições em Ontário: Reeleição de Teresa Armstrong e Desafios para os Partidos

Teresa Armstrong, do NDP, foi reeleita em London-Fanshawe com 47,6% dos votos. Filha de emigrantes açorianos, Armstrong assegura mais quatro anos na Assembleia Legislativa do Ontário. Em Davenport, Marit Stiles, líder do NDP, venceu o luso-canadiano Paulo Pereira com 57,2% dos votos. Elizabeth Mendes, também luso-canadiana, perdeu em Mississauga-Lakeshore para o conservador Rudy Cuzzetto, enquanto Martin Medeiros foi derrotado em Brampton Centre.

A nível provincial, Doug Ford tornou-se o primeiro ‘Premier’ do Ontário a conquistar três maiorias consecutivas desde 1959. No entanto, a participação eleitoral foi de apenas 44%, igualando o recorde de abstenção. Os Progressistas Conservadores garantiram 81 lugares, menos do que em 2022, com 42,9% dos votos. Ford apresentou a campanha como um referendo à resiliência económica da província face a tarifas dos EUA.

O NDP permaneceu como maior partido da oposição com 25 lugares, apesar de uma queda em votos. Os Liberais, liderados por Bonnie Crombie, recuperaram o estatuto de partido oficial ao eleger 13 deputados, mesmo após a derrota de Crombie. Os Verdes mantiveram a sua representação, mas não conseguiram expandir-se. A eleição custou 189 milhões de dólares e foi marcada por controvérsias e tensões internacionais.

As eleições em Ontário refletem um cenário político em transformação, onde partidos tradicionais enfrentam desafios significativos. A reeleição de Armstrong e a vitória de Stiles mostram que a comunidade luso-canadiana continua a ter voz, enquanto os resultados indicam uma necessidade de adaptação dos Liberais e dos Verdes. A elevada abstenção é preocupante, sinalizando um desinteresse crescente que os partidos devem abordar urgentemente.