O chefe de gabinete do primeiro-ministro húngaro, Gergely Gulyas, afirmou que o governo nunca apoiou a Marcha do Orgulho, que poderá ser proibida após o regresso de Donald Trump. Segundo Gulyas, a participação do antigo embaixador dos EUA, David Pressman, foi um fator relevante, já que ele criticava frequentemente o governo. O primeiro-ministro Orban indicou que a marcha não será tolerada, e o governo planeia uma alteração constitucional para dar prioridade à proteção infantil, podendo assim proibir a marcha.
Os organizadores da Marcha do Orgulho criticaram a politização do evento, afirmando que o foco do governo deveria ser a resolução de problemas sociais, como o custo de vida. Desde 2019, a Constituição da Hungria limita os direitos LGBTQ+, dificultando a adoção e a alteração de documentos por pessoas trans. A legislação que proíbe a promoção da homossexualidade a menores gerou controvérsia e críticas na União Europeia, refletindo um padrão de restrição de direitos.