A greve às horas extraordinárias dos oficiais de justiça, iniciada em 1999, foi oficialmente encerrada após a assinatura de um novo acordo em Lisboa. O presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ), António Marçal, afirmou que a greve era a mais longa em vigor no mundo ocidental e que a sua finalização garante a proteção dos direitos dos cidadãos nos tribunais. Além disso, duas greves parciais convocadas pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça (SOJ) também foram resolvidas com este acordo.
Carlos Almeida, presidente do SOJ, destacou que o acordo representa melhorias significativas nas condições de trabalho dos oficiais de justiça e no funcionamento das secretarias judiciais, sinalizando que não existem motivos para novos protestos. A proposta inclui a integração de um suplemento no vencimento e a criação de uma bolsa de horas extraordinárias. A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, expressou otimismo sobre o futuro, esperando que este acordo marque uma nova fase de pacificação.