Mariana Mortágua, coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), criticou a influência de interesses imobiliários no Governo e no Parlamento, afirmando que isso distorce a perceção da habitação. Durante declarações no parlamento, Mortágua pediu ao Presidente da República que vete mudanças na lei dos solos, que estão a ser discutidas, considerando que a visão de quem possui empresas imobiliárias é diferente de quem não consegue arrendar uma casa.
A secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa, e a ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, negaram as acusações de Mortágua, que afirmava que vários membros do Governo tinham participação em empresas do setor. Gonçalves Costa descreveu a declaração como
Mortágua defendeu que a presença de governantes ligados ao setor imobiliário afeta a sua capacidade de tomar decisões justas em relação à habitação. A bloquista sublinhou a necessidade de ações eficazes para enfrentar a crise habitacional em Portugal, questionando o porquê da inação por parte dos responsáveis políticos. A crítica vai além da legalidade e toca na responsabilidade ética dos governantes em lidar com uma questão tão premente.