Comissão de Inquérito à Efacec Avança com Suspensão até Março

A comissão parlamentar de inquérito sobre a gestão da Efacec viu a sua suspensão aprovada até 24 de março. Durante este período, os grupos parlamentares vão solicitar documentos a entidades ligadas à empresa e elaborar uma lista final de personalidades a ouvir, reduzindo os cerca de 100 nomes propostos para cerca de 40. A proposta visa priorizar as audições, incluindo depoimentos escritos de alguns que não forem chamados inicialmente.

O inquérito surge após uma auditoria do Tribunal de Contas que revelou que a nacionalização e reprivatização da Efacec poderia custar ao Estado até 564 milhões de euros, sem alcançar os objetivos esperados. A escolha do fundo Mutares para a reprivatização aumentou os riscos financeiros, resultando em mais 271 milhões de euros em gastos.

A Efacec, que tem sede em Matosinhos e 2.000 trabalhadores, foi vendida ao fundo alemão Mutares, que irá injetar 15 milhões de euros e garantir empréstimos de 60 milhões. O Estado comprometeu-se a injetar 160 milhões, além dos 200 milhões já investidos nos últimos 20 meses para cobrir custos operacionais.

A gestão da Efacec levanta questões sérias sobre a responsabilidade política e financeira envolvida. A decisão de nacionalizar e reprivatizar a empresa, sem resultados claros, deve ser escrutinada para evitar desperdícios futuros de recursos públicos.